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Artistas Convidados

Exposição
Karen Gunderman
Criando formas a partir da Natureza

Eu procuro as pistas do mundo natural e encontro energia nas suas curiosidades. O meu trabalho ganha forma através de diversos meios, mas tem sempre a sua raiz nos fenómenos naturais e nas tentativas humanas de compreender, registar e, por vezes, controlar o nosso ambiente.

As observações realizadas por cientistas e naturalistas, e inscritas graficamente, através de desenhos e gravuras, são, desde há muito, de interesse para mim. Estes registos da natureza são visualmente inspiradores e, em simultâneo, pungentes pois refletem o inato impulso humano para digerir o desconhecido ou recém-descoberto.

Por vezes, estou simplesmente envolvida nos pequenos momentos e dramas que ocorrem no processo de jardinar e vários aspetos do meu trabalho são gerados por este pequeno universo. Ultimamente é a teia e o fluir da participação humana nas complexidades da natureza que percorrem a minha obra ao longo do tempo.

Centro de diálogo e partilha, age como disseminadora de correntes e conceitos, abrindo caminhos no campo da cerâmica artística contemporânea, atuando no âmbito da renovação estética e, igualmente, dando a conhecer novos materiais e técnicas.

Exposição
Enric Mestre
Retrospectiva 1.1.

Exposição internacional comissariada por Josep Pérez Camps:

Esta exposição é um primeiro ensaio que trata de mostrar de forma cronológica as etapas principais da obra realizada com matéria cerâmica por este artista de reconhecido prestígio, na esfera plástica contemporânea, que é Enric Mestre (Alboraia, Valencia, 1936). O resultado da presente síntese (…) de toda a trajetória deste ceramista e escultor que dedicou a maior parte da sua vida profissional à criação artística com uma determinação que surpreende pela sua intensidade.

Esta vocação de trabalho disciplinado e constante durante mais de 50 anos teve como resultado a existência de um conjunto de obras de impressionante magnitude, que em grande parte se conserva nos próprios ateliers de Enric Mestre, e que de modo exclusivo serviram para configurar a Retrospetiva 1.1.

Exposição
Alberto Vieira
Ângulo Morto

A exposição será a (con)sequência da peça “Bairro”, instalação premiada na bienal de 2017. O trabalho é sobretudo uma interrogação sobre humanidade, poder e domínio. Também sobre ausências, êxodos e talvez milagres.

Depois de milhares de anos de “civilização”, onde nos encontramos e para onde caminhamos?

Exposição
Virgínia Fróis
Guizos

Guizos é uma obra composta por diferentes objetos pendulares sonoros.

Será uma obra realizada num modelo colaborativo e será produzida por um coletivo constituído por alunos da Unidade Curricular Laboratório de Cerâmica da FBA e alguns convidados do campo da criação cerâmica ou da criação sonora. A cada participante é dada a possibilidade de criar um conjunto de elementos com identidade, desenvolvidos a partir da partilha de ideias no grupo, nesta relação de uns com os outros, ampliaremos os conceitos da obra Guizos, esperam-se desenvolvimentos formais relativos ao espaço e ao corpo, criando uma relação sensível.

A instalação no espaço assume-se como uma partilha que pretende criar relações com o espaço e com o corpo do espectador, os objetos criados produzirão diferentes sonoridades; podem ser suspensos integrando pontos-chave de um percurso ou performativos usados no corpo em ações a delinear.

Pretendemos intercetar o espectador no espaço da cidade, propondo-lhe um circuito e o jogo com os objetos cerâmicos sonoros, suspensos ou sobre os corpos de atores.